Archive for the ‘Mundo’ Category

Oscar Niemeyer

CANCELAMENTO – Porta Dos Fundos

ASSEMBLEIA GERAL – Porta Dos Fundos

MESA REDONDA – Porta Dos Fundos

Reflexão da semana das crianças

“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” Provérbios 22.6

 

O sábio Salomão já nos instruía há muitos séculos atrás a respeito da necessidade da boa educação às crianças. Na próxima semana, que é a semana das crianças, temos pouco a comemorar. A sociedade tem sido ineficiente no cuidado aos pequenos.

 

Hoje, o tempo para amar, fazer carinho, dar certeza de presença e do amor materno e paterno está diminuindo a passos largos. As avós estão se distanciando e também trabalhando sem cessar; já não conseguem preencher as lacunas que, até bem pouco tempo, preenchiam, por terem tempo de ternura sobrando. Ou seja, “terceirizou-se” as funções de mãe e pai para outras pessoas.

 

A criança hoje é precocemente colocada para fora do lar (creches, escolinhas, etc.), recebe atenção eletrônica cada vez em maior quantidade (vídeos, TV, celulares e jogos) e ainda é informatizada. E as relações pessoais e humanas, as cantigas e brincadeiras de roda, onde estão? As escolas conseguem cumprir a função educadora, socializadora e emocional? Até onde? A educação, o respeito, o afeto, o amor familiar devem ser apreendidos com os pais.

 

Outros problemas são encontrados no mercado de trabalho, que foi mal desenhado. Com uma licença maternidade mínima de alguns meses, vemos muitos casais sofrerem para conseguir angariar dinheiro para o sustento da família, além de prover a “educação”. O ideal é que só se tivesse filhos com plenas condições… enfim! Ou que o mundo corporativo buscasse alternativas, como a Suécia, que permite uma licença maternidade de até 16 meses. Respostas exatas e decisões simples não existem… Este é um dos grandes desafios das corporações.

 

Isto sem contar naquelas crianças abandonas, moradoras de ruas e lixões, e sem qualquer perspectiva de futuro.

 

 

A Bíblia cita diversas histórias de crianças: o sacrifício de Isaque, que provou o amor de Abraão a Deus acima de todas as coisas; o livramento de Moisés, que cresceu no palácio de Faraó e libertou o povo de Deus do Egito; a vocação de Samuel, que foi uma criança dedicada a Deus desde o ventre de sua mãe, Ana; e muitas outras.

 

Jesus também foi criança. Como pequeno, a Bíblia nos diz que Ele crescia em graça e conhecimento, como deveria acontecer com todas. Quando adulto, sempre as valorizou.

 

Certa vez, trouxeram crianças para ver Jesus e os Seus discípulos repreendiam as pessoas que traziam.

 

“Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele. Então, tomando-as nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava.” Marcos 10.14-16

 

Em outra ocasião (anterior a esta), os discípulos perguntaram a Jesus quem era o maior no reino dos céus.

 

“E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles. E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus. E quem receber uma criança, tal como esta, em Meu nome, a Mim Me recebe. Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que creem em Mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar.” Mateus 18.2-6

 

A moral destes dois textos é similar. Nós, adultos, precisamos ter muitas características das crianças em nossa vida: sinceridade, amor, desapego ao material e carinho pelas pessoas, dependência afetiva, obediência, questionamento, etc. E também é necessário preocuparmos com sua educação e conduta, cuidando para que sigam o que falamos e o que fazemos, ou seja, o nosso testemunho de vida também deve ser observado.

 

Certamente as crianças também tem suas “desvantagens”, mas lembre-se de que o equilíbrio é fundamental em nossa vida.

 

Que Deus nos permita vivermos com coração de crianças e louvarmos a Ele com sinceridade!

 

 

Fonte: http://psicologiaeeducacao.wordpress.com

Pastor Youcef Nadharkani escreve carta de agradecimento a cristãos de todo o mundo

Pastor Youcef Nadharkani escreve carta de agradecimento a cristãos de todo o mundo

O pastor iraniano Youcef Nadharkani, libertado da prisão em 8 de setembro, escreveu uma carta a todos os cristãos que o apoiaram em sua posição de manter a fé em meio ao cárcere imposto pelo sistema judiciário do país. Ele permaneceu preso por 1062 dias, pouco menos de 3 anos, pelo crime de apostasia e por pregar o evangelho a muçulmanos.

Na carta, Nadharkani comenta sobre a prova de fé por que passou. “Fui posto à prova, passei num teste de fé (…) Mas nunca senti solidão, eu estava o tempo todo consciente do fato de que não era uma luta solitária”, escreveu.

A prisão do líder religioso foi considerada ilegal por violar a a diretriz de liberdade religiosa iraniana e internacional.

O caso de Nadharkani ganhou o mundo e um clamor internacional foi levantado pela sua libertação. O Centro Americano para Lei e Justiça (ACLJ) realizou uma campanha que atingiu cerca de 3,1 milhões de contas no Twitter com notícias sobre sua prisão.

Outros organismos internacionais como a União Européia e o congresso norte-americano também atuaram pressionando o Irã por violar a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Apesar de ter sido oferecido por três vezes a Nadarkhani a oportunidade de retornar ao islamismo, o líder religioso nunca aceitou renunciar à fé cristã.

 

Veja a carta do pastor Youcef Nadharkani divulgada pela ACLJ:

“Não a nós, Senhor, nenhuma glória para nós, mas sim ao teu nome, por teu amor e “Não a nós, Senhor, nenhuma glória para nós, mas sim ao teu nome, por teu amor e por tua fidelidade!… Salmo 115:1

Salaam! (A paz esteja com você!)

Eu glorifico e dou graça ao Senhor com todo o meu coração. Sou grato por todas as bênçãos que Ele me deu durante toda a minha vida. Sou especialmente grato por Sua bondade e proteção divina que estiveram presentes durante a minha detenção.

Eu também quero expressar a minha gratidão para com aqueles que, em todo o mundo, têm trabalhado por minha causa ou, devo dizer, a causa que eu defendo. Quero expressar a minha gratidão a todos aqueles que me apoiaram, abertamente ou em completo sigilo. Está tudo muito claro em meu coração. Que o Senhor te abençoe e te dê a Sua Graça perfeita e soberana.

Na verdade, eu fui posto à prova, passei num teste de fé que, de acordo com as Escrituras, é “mais preciosa do que o ouro perecível”. Mas eu nunca senti solidão, eu estava o tempo todo consciente do fato de que não era uma luta solitária, pois eu sentia toda a energia e apoio daqueles que obedeceram a sua consciência e lutaram para a promoção da justiça e dos direitos de todos os seres humanos. Graças a estes esforços, tenho agora a enorme alegria de estar de novo com minha maravilhosa esposa e meus filhos. Sou grato a essas pessoas através das quais Deus tem trabalhado. Tudo isso é muito encorajador.

Durante esse período, tive a oportunidade de experimentar de uma forma maravilhosa a passagem da Escritura que diz: “Porque, como as aflições de Cristo transbordam para conosco, assim também por meio de Cristo transborda a nossa consolação.” [2 Co 1:5]. Ele confortou a minha família e lhes deu condições de enfrentar essa situação difícil. Em sua graça, Ele supriu suas necessidades espirituais e materiais, tirando um peso de minhas costas.

O Senhor maravilhosamente me conduziu durante os julgamentos, permitindo-me enfrentar os desafios que estavam na minha frente. Como a Bíblia diz: “Deus não nos deixa ser provados acima de nossa força…”.

Apesar de eu ter sido considerado culpado de apostasia, de acordo com uma certa interpretação da sharia, agradeço que o Senhor deu, aos líderes do país, a sabedoria para findar esse julgamento, levando em conta outros fatos. É óbvio que os defensores do direito iraniano e os juristas têm feito esforço importante junto às Nações Unidas para fazer cumprir a lei e o direito. Eu quero agradecer a todos aqueles que defenderam a verdade até o fim.

Estou feliz de viver em uma época em que podemos ter um olhar crítico e construtivo em relação ao passado. Isto permitiu que o surgimento de textos universais visando a promoção dos direitos do homem. Hoje, somos devedores desses esforços prestados por pessoas queridas que já trabalharam em prol do respeito da dignidade humana e passaram para nós estes textos universais importantes.

Eu também sou devedor àqueles que fielmente ensinaram sobre a Palavra de Deus, para que a própria Palavra nos fizesse herdeiros de Deus.

Antes de terminar, quero fazer uma oração pelo estabelecimento de uma paz universal e sem fim, de modo que seja feita a vontade do Pai, assim na terra como no céu. Na verdade, tudo passa, mas a Palavra de Deus, fonte de toda a paz, vai durar eternamente.

Que a graça e a misericórdia de Deus seja multiplicada sobre vocês. Amém!

Yousef Nadarkhani”

 

Por Jussara Teixeira para o Gospel+

Queda dos juros criou o risco de empolgação com o crédito

(Folha de S. Paulo – São Paulo/SP – MERCADO – 28/09/2012 – Pág. B4)

Luiz Calado – Especial para Folha

A partir do momento em que os bancos anunciaram a queda dos juros, surgiu o risco de que as famílias poderiam perigosamente se empolgar com as “facilidades de se financiar”.
O aumento do endividamento tem sido motivo de comemoração pela turma de economistas da velha guarda, que sempre reclama que as famílias e as empresas no Brasil não se endividam muito por falta de oportunidade.

A nova classe média aproveita o aumento de renda e, com ele, a possibilidade de se endividar. A oportunidade de comprar algo que queremos com o dinheiro que não temos seduz. E preocupa.
O governo não aumenta o endividamento das famílias por decreto. No entanto, suas coordenadas podem causar isso: de um lado, motivando a redução dos juros básicos; de outro, mobilizando os bancos para que reduzam também as suas taxas.
O resultado foi divulgado nesta semana: novo recorde de endividamento das famílias brasileiras. Um duplo recorde, em termos de renda total da população (44,23%) e do comprometimento da renda (22,42%). A inadimplência, por sua vez, está pouco abaixo de 8%. Nos EUA, o centro do capitalismo, até hoje repercutem as consequências do endividamento irresponsável, também capitaneado pelos incentivos do governo.

Não é próprio do brasileiro esse descontrole financeiro. Para evitar esse problema, a recomendação é que as famílias tenham no máximo 20% da renda comprometida com dívida, excluindo as com imóvel. E que criem uma cultura de poupança.
Para evitar o abuso do crédito, é prudente seguir uma orientação antes de assumir uma dívida: estar sempre muito abaixo do limite de crédito. A conta é simples: se mais da metade do limite for usada, há uma chance de se estar a caminho do descontrole financeiro.

Um modo positivo de aproveitar os juros mais baixos é trocar de dívidas, a fim de reduzir o valor de juros pagos. Além de ser possível refinanciar, também pode ser feita a portabilidade da dívida. Com isso, é possível economizar um valor precioso.
Um dos mais sérios especialistas em finanças pessoais do Brasil, professor Humberto Rocha, tem uma teoria bem interessante sobre o crédito. Ele define como ciclo do consumo planejado.

Segundo a teoria, planejar o consumo é tão importante quanto planejar o investimento. O fato de os juros estarem em queda significa um custo menor, mas sempre será um custo.
É preciso aprender a dizer não ao uso do crédito quando for prejudicar a situação financeira. Não atrasar pagamentos, deixar separado o valor referente ao custo mensal das dívidas e não gastá-lo em outras contas.

No final, a recomendação é ter um hábito de consumo que permita se divertir, pagar as dívidas e ainda acumular um pouco de patrimônio para investir no futuro.

LUIZ CALADO é economista, autor de “Imóveis” (Saraiva) e “Fundos de Investimentos” (Campus).
www.luizcalado.com

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