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14/09 – Dia da Cruz

No dia 14 de setembro, comemora-se o Dia da Cruz. Não é estranho que uma ferramenta de tortura tenha personificado um movimento de esperança?

 

A cruz é o símbolo universal do Cristianismo. Uma escolha, no mínimo, intrigante, não acha? Os símbolos de outras confissões de fé são “mais para cima”: a estrela de Davi, com suas seis pontas, representam o judaísmo; a lua crescente do islamismo; a flor de lótus do budismo. Mas uma cruz para o Cristianismo? Um instrumento de execução?

 

Não precisa ir longe para entender o motivo. Seu desenho não poderia ser mais simples. Uma travessa horizontal e outra vertical. Simples como Jesus. Uma se estende, entra em contato – como o amor de Deus. A outra se eleva – como a santidade de Deus. Uma representa a largura de Seu amor; a outra reflete a altura de Sua santidade. A cruz é a intersecção. A cruz é o lugar onde Deus perdoou Seus filhos sem abaixar Seus padrões.

 

“Aquele que não conheceu pecado, Ele O fez pecado por nós; para que, nEle, fôssemos feitos justiça de Deus.” 2 Coríntios 5.21

 

 

Jesus está na cruz. A colina está silenciosa agora. Não tranquila, mas silenciosa. Pela primeira vez naquele dia todo, não há ruído. O clamor começa a diminuir quando as trevas chegaram – aquela escuridão intrigante, bem ao meio-dia. Assim como a água põe fim ao fogo, as sombras puseram fim à zombaria. Chega de insultos. Chega de piadas. Chega de galhofa. E, com o passar do tempo, chega de zombadores. Um a um, os observadores se viraram e começaram a descer.

 

Nos imagine ali. Ouvimos os soldados xingando, os passantes questionando e as mulheres chorando. Acima de tudo, porém, ouvimos o trio de homens gemendo nas cruzes. Gemidos roucos, guturais, sedentos. Gemiam cada vez que mexiam a cabeça e sempre que se apoiavam nas pernas.

 

Então, Ele gritou. Como se alguém tivesse puxado Seus cabelos, a parte posterior da cabeça bateu contra a placa que apresentava Seu nome, e Ele gritou. Colocando-se o mais ereto que os pregos permitiam, Ele gritou como alguém que chama um amigo ausente: “ELOÍ!”.

 

Sua voz áspera e estridente. Reflexos das tochas brilhavam em olhos arregalados: “MEU DEUS!”.

 

Ignorando a dor que jorrava como que de um vulcão, empurrou-se para cima até que Seus ombros ficassem acima das mãos pregadas. “Por que me abandonaste?”.

 

Os soldados olharam fixamente. O choro das mulheres cessou. Um dos fariseus olhou com desprezo e disse com sarcasmo: “Ele está chamando Elias”.

 

Ninguém riu.

 

Ele lançou uma pergunta aos céus, e quase ficamos na expectativa de que os céus respondessem.

 

Ao que parece, os céus responderam. A face de Jesus se tranquilizou, e um amanhecer vespertino surgiu quando Ele falou pela última vez: “Está consumado. Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito.”

 

Quando deu Seu último suspiro, a terra estremeceu repentinamente. Uma pedra rolou e um soldado tropeçou. Então, tão rapidamente quanto foi quebrado, o silêncio retornou.

 

Agora tudo está quieto. A zombaria cessou. Não há mais quem zombar.

 

Os soldados estão ocupados com o destino dos mortos. Chegam dois homens. Bem-vestidos e bem-intencionados recebem o corpo de Jesus.

 

 

Pare e ouça. Consegue imaginar o grito que vem da cruz? O céu está escuro. As outras duas vítimas estão gemendo. As línguas mordazes estão caladas. Talvez haja algum trovão. Talvez haja choro. Talvez haja silêncio. Então, Jesus dá um suspiro profundo, empurra Seus pés para baixo naquela cruz romana e grita: “ESTÁ CONSUMADO!”.

 

O que está consumado?

 

O longo plano histórico de redenção do homem estava consumado. A mensagem de Deus ao homem estava consumada. As obras realizadas por Jesus como homem na terra estavam consumadas. A tarefa de selecionar e treinar embaixadores estava consumada. O trabalho estava concluído. A canção tinha sido cantada. O sangue foi derramado. O sacrifício foi realizado. O aguilhão da morte foi removido. Tudo acabou.

 

Um grito de derrota? Dificilmente. Se Suas mãos não tivessem presas para baixo, podemos imaginar que um punho triunfante teria atingido o céu escuro. Não, esse não é um grito de desespero. É um grito de realização. Um grito de vitória. Um grito de completude. Sim, até mesmo um grito de alívio.

 

Acabou.

 

Um anjo suspira. Uma estrela enxuga uma lágrima.

 

 

“Quando Lhe foi pedido que descrevesse a extensão de Seu amor, Cristo estendeu uma das mãos para a direita e a outra para a esquerda, e nessa posição elas foram pregadas para que você soubesse que ELE MORREU POR AMOR A VOCÊ.”

 

“Não foram os pregos que prenderam Deus a uma cruz. Foi o amor!”

 

 

Ele poderia ter desistido. Ninguém iria notar. Mas enfrentou a cruz. A cruz representa humildade, obediência, entrega. Portanto, seja humilde na presença de Deus, obedeça aos Seus preceitos e se entregue totalmente.

 

 

Que o amor de Cristo transborde em nossos corações!

 

 

Baseado em: “Seu nome é Jesus”, de Max Lucado.

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O Cristão e sua sexualidade

A segurança em Cristo

O apóstolo Paulo, em sua carta aos irmãos da igreja de Roma (Rm 8.35-39), elabora uma reflexão tentando encontrar algum fator que pudesse separar o homem do amor de Cristo.

Ele rapidamente identifica sete obstáculos comuns em nossas vidas: tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez (suprimentos), perigo e espada. E indaga: algum destes elementos pode nos separar do amor de Cristo?

Neste momento, Paulo se lembra do Salmo 44 verso 22:

“Mas, por amor de ti, somos entregues à morte continuamente, somos considerados como ovelhas para o matadouro.”

Desta forma, em todos aqueles sete elementos, somos mais do que vencedores por meio de Jesus Cristo – aquele que nos amou e se entregou por nós na cruz! Assim como Ele, nossa vida é cheia de perigos e dificuldades. Isto é inerente a uma vida Cristã!

A experiência de Paulo lhe dá segurança para, com autoridade, afirmar que nada pode nos separar do amor de Deus. E para ilustrar ele busca imaginar outros obstáculos: a morte, a vida, os anjos, os principados, as coisas do presente, o porvir, os poderes, a altura, a profundidade ou qualquer outra criatura.

Por fim, ele se dá por satisfeito e conclui que nada “poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.”

Este amor é infinito, sobrenatural e incomensurável. Precisamos valorizá-lo e mantê-lo em nossas vidas!

Que o amor de Cristo continue em nossas vidas!

Paul Washer – O Amor Incondicional de Cristo

Isso é discipulado!

John Piper – O poder do Evangelho e o medo da morte

UM COM ELES – Tema da Portas Abertas Brasil para 2012

UM COM ELES – Tema da Portas Abertas Brasil para 2012

“Quando um membro sofre, todos os outros sofrem com ele; quando um membro é honrado, todos os outros se alegram com ele.”   1 Coríntios 12.26

 

Há dois anos eu estava em uma viagem de campo em um país de maioria muçulmana, meu último compromisso naquela viagem foi visitar um retiro de quatro dias que reuniu cristãos de todo o país para terem momentos de comunhão, aprendizado e louvor. Foi o ponto alto da viagem para mim, cerca de 500 irmãos e irmãs reunidos para adorar o Senhor juntos e eu estava ali, no meio deles, louvando o Senhor com eles apesar da barreira da língua ou da diferença cultural. Mas éramos um com eles. Um só corpo, um só Espírito, uma só mensagem, um só Senhor.

Ao longo de 2012 você será convidado a ser um com a Igreja Perseguida, um na oração, um no apoio aos projetos, um nas viagens de campo. Você terá oportunidades de agir a favor do mais de 100 milhões de cristãos ao redor do mundo que são perseguidos porque escolheram crer em Cristo, que morreu e ressuscitou e diz que devemos ser suas testemunhas até os confins da terra.

Em diversos países, ser cristão significa perder muitas coisas: bens materiais, o convívio familiar, o emprego e a dignidade.

Por isso nós – que fazemos parte de uma igreja livre, que não enfrenta situações extremas de intolerância religiosa – devemos nos unir a esses cristãos que pagam um alto preço por sua fé. Devemos nos colocar em seu lugar e nos tornar UM COM ELES.

UM COM ELES é o tema que a Portas Abertas escolheu para 2012. Assim, todos os envolvidos com a causa da Igreja Perseguida se lembrarão da importância de cada irmão e irmã no mundo todo. Cada um tem seu papel, cada um tem sua função. Se todos eles estiverem sofrendo, temos de sofrer com eles. Se todos se alegrarem, vamos nos alegrar com eles.

Eles precisam de força, de consolo e de ajuda. Eles precisam saber que não estão sozinhos. É essa noção de unidade que é citada por Paulo na carta à igreja de Corinto. Um corpo é composto de muitos membros, cada um exercendo uma função indispensável. Assim também acontece no Corpo de Cristo. Essa identificação é refletida em edificação e cooperação mútuas, como diz o versículo. Se um membro do Corpo sofre, todos os outros membros sofrem também. Não é assim quando machucamos o dedo do pé, por exemplo? Todo o nosso corpo é afetado pela dor. Paulo nos dá a oportunidade liberdade de pensarmos assim com relação à Igreja também.

Queremos convidar você a juntar-se a nós, levantando a bandeira da Igreja Perseguida e falando em nome daqueles que não têm voz.

Muitos cristãos afirmam que foram fortalecidos por meio da oração e intercessão de seus irmãos da Igreja Livre.

Há cristãos no mundo que sofrem por amor a Cristo, seja UM COM ELES.

Pr. Carlos Alfredo de Sousa
Secretário Geral
Portas Abertas Brasil

 

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