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Crescendo em meio à perseguição‏

As crianças ocupam um lugar muito especial no coração das pessoas. Não há quem não tenha sido criança, mas, mesmo assim, ainda nos surpreendemos com a ingenuidade, sinceridade e simplicidade dessas pequenas pessoas – qualidades que lutamos para reencontrar na correria da vida adulta.

As crianças da Igreja Perseguida não se diferem das demais. Elas querem crescer, brincar, descobrir o mundo. Mas nem sempre é possível. A perseguição aos cristãos coloca restrições que se estendem aos seus filhos: falta de acesso à educação nas escolas, ausência de locais seguros para brincar, oportunidades limitadas de se relacionar com crianças de famílias e contextos diferentes.

Entretanto, como as nossas crianças, elas nos ensinam com seu jeito simples de enxergar o mundo e, acima de tudo, de confiar no cuidado e provisão de Deus, o nosso Pai.

Destaques

No Iraque, algumas crianças cristãs simplesmente “não existem”
Iraque (9º) – Vestido como o Super-Homem, Jeener, de cinco anos de idade, brinca pelos corredores da igreja. Ele é o filho mais velho do pastor Majeed e sua esposa Shilaan; todos moram em Erbil, capital do Curdistão, no norte do Iraque. Mas, sob a lei iraquiana, este pequeno Superman não existe. Seu irmão, de 10 meses de idade, também é um habitante “inexistente” do país. Entenda por quê

O que um acampamento cristão pode fazer por crianças
Bangladesh (49º) – Filhos de crentes bengalis, de origem muçulmana, são bastante vulneráveis. Formam grupos minoritários em suas comunidades e, a identificação como seguidores de Jesus, representa perigo para as suas vidas e seu futuro. Quando eles vão para a escola são insultados, maltratados e pressionados por colegas e professores a abandonarem sua fé em Deus. Conheça a história de alguns deles

Dia das Crianças: conheça um pequeno que se tornou grande ao olhos de Deus
Colômbia (47º) – Em uma data comemorativa tão tradicional no Brasil e em diversas outras partes do mundo, mobilize-se pela causa da Igreja Perseguida. Crianças na Colômbia são presenteadas com armas, munição e treinamento de guerra. Ore em favor da infância que foi perdida, a educação quase inalcançável, a falta do amor e paz e, sobretudo, clame pelo cuidado de Deus na vida de cada uma delas. Feliz Dia das Crianças!

Pastor Youcef Nadharkani escreve carta de agradecimento a cristãos de todo o mundo

Pastor Youcef Nadharkani escreve carta de agradecimento a cristãos de todo o mundo

O pastor iraniano Youcef Nadharkani, libertado da prisão em 8 de setembro, escreveu uma carta a todos os cristãos que o apoiaram em sua posição de manter a fé em meio ao cárcere imposto pelo sistema judiciário do país. Ele permaneceu preso por 1062 dias, pouco menos de 3 anos, pelo crime de apostasia e por pregar o evangelho a muçulmanos.

Na carta, Nadharkani comenta sobre a prova de fé por que passou. “Fui posto à prova, passei num teste de fé (…) Mas nunca senti solidão, eu estava o tempo todo consciente do fato de que não era uma luta solitária”, escreveu.

A prisão do líder religioso foi considerada ilegal por violar a a diretriz de liberdade religiosa iraniana e internacional.

O caso de Nadharkani ganhou o mundo e um clamor internacional foi levantado pela sua libertação. O Centro Americano para Lei e Justiça (ACLJ) realizou uma campanha que atingiu cerca de 3,1 milhões de contas no Twitter com notícias sobre sua prisão.

Outros organismos internacionais como a União Européia e o congresso norte-americano também atuaram pressionando o Irã por violar a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Apesar de ter sido oferecido por três vezes a Nadarkhani a oportunidade de retornar ao islamismo, o líder religioso nunca aceitou renunciar à fé cristã.

 

Veja a carta do pastor Youcef Nadharkani divulgada pela ACLJ:

“Não a nós, Senhor, nenhuma glória para nós, mas sim ao teu nome, por teu amor e “Não a nós, Senhor, nenhuma glória para nós, mas sim ao teu nome, por teu amor e por tua fidelidade!… Salmo 115:1

Salaam! (A paz esteja com você!)

Eu glorifico e dou graça ao Senhor com todo o meu coração. Sou grato por todas as bênçãos que Ele me deu durante toda a minha vida. Sou especialmente grato por Sua bondade e proteção divina que estiveram presentes durante a minha detenção.

Eu também quero expressar a minha gratidão para com aqueles que, em todo o mundo, têm trabalhado por minha causa ou, devo dizer, a causa que eu defendo. Quero expressar a minha gratidão a todos aqueles que me apoiaram, abertamente ou em completo sigilo. Está tudo muito claro em meu coração. Que o Senhor te abençoe e te dê a Sua Graça perfeita e soberana.

Na verdade, eu fui posto à prova, passei num teste de fé que, de acordo com as Escrituras, é “mais preciosa do que o ouro perecível”. Mas eu nunca senti solidão, eu estava o tempo todo consciente do fato de que não era uma luta solitária, pois eu sentia toda a energia e apoio daqueles que obedeceram a sua consciência e lutaram para a promoção da justiça e dos direitos de todos os seres humanos. Graças a estes esforços, tenho agora a enorme alegria de estar de novo com minha maravilhosa esposa e meus filhos. Sou grato a essas pessoas através das quais Deus tem trabalhado. Tudo isso é muito encorajador.

Durante esse período, tive a oportunidade de experimentar de uma forma maravilhosa a passagem da Escritura que diz: “Porque, como as aflições de Cristo transbordam para conosco, assim também por meio de Cristo transborda a nossa consolação.” [2 Co 1:5]. Ele confortou a minha família e lhes deu condições de enfrentar essa situação difícil. Em sua graça, Ele supriu suas necessidades espirituais e materiais, tirando um peso de minhas costas.

O Senhor maravilhosamente me conduziu durante os julgamentos, permitindo-me enfrentar os desafios que estavam na minha frente. Como a Bíblia diz: “Deus não nos deixa ser provados acima de nossa força…”.

Apesar de eu ter sido considerado culpado de apostasia, de acordo com uma certa interpretação da sharia, agradeço que o Senhor deu, aos líderes do país, a sabedoria para findar esse julgamento, levando em conta outros fatos. É óbvio que os defensores do direito iraniano e os juristas têm feito esforço importante junto às Nações Unidas para fazer cumprir a lei e o direito. Eu quero agradecer a todos aqueles que defenderam a verdade até o fim.

Estou feliz de viver em uma época em que podemos ter um olhar crítico e construtivo em relação ao passado. Isto permitiu que o surgimento de textos universais visando a promoção dos direitos do homem. Hoje, somos devedores desses esforços prestados por pessoas queridas que já trabalharam em prol do respeito da dignidade humana e passaram para nós estes textos universais importantes.

Eu também sou devedor àqueles que fielmente ensinaram sobre a Palavra de Deus, para que a própria Palavra nos fizesse herdeiros de Deus.

Antes de terminar, quero fazer uma oração pelo estabelecimento de uma paz universal e sem fim, de modo que seja feita a vontade do Pai, assim na terra como no céu. Na verdade, tudo passa, mas a Palavra de Deus, fonte de toda a paz, vai durar eternamente.

Que a graça e a misericórdia de Deus seja multiplicada sobre vocês. Amém!

Yousef Nadarkhani”

 

Por Jussara Teixeira para o Gospel+

Yousef Nadarkhani: pastor condenado à morte no Irã é libertado após passar 3 anos preso

Yousef Nadarkhani: pastor condenado à morte no Irã é libertado após passar 3 anos preso

O pastor iraniano Yousef Nadarkhani, que estava preso há quase três anos sob acusação de apostasia e sofria a ameaça de ser executado, foi libertado nesse sábado e teve as acusações de apostasia, que poderiam levá-lo à execução, retiradas pelas autoridades do Irã.

A libertação do pastor foi confirmada por vários canais de notícias, e o Ministério Portas abertas confirmou que fontes próximas ao caso relatam que o tribunal o inocentou das acusações de apostasia, mas foi considerado culpado na acusação de evangelizar muçulmanos e sentenciado a três anos de prisão por isso.

Nadarkhani se apresentou ao tribunal no início da manhã do sábado e, após seis horas de audiência, foi inocentado do crime de apostasia. Pela acusação de evangelizar muçulmanos o pastor foi sentenciado a três anos de prisão e, como já estava na prisão durante esse período, sem ser julgado, o tribunal considerou que sua sentença já havia sido cumprida.

O pastor iraniano foi preso em 2009 porque não quis que os filhos estudassem o Alcorão. Ele se converteu a Cristo aos 19 anos de idade e três anos depois, já pastor evangélico, fundou uma pequena comunidade cristã na cidade de Rasht, a noroeste de Teerã. Nadarkhani foi preso, acusado de abandonar a fé islâmica e evangelizar muçulmanos, e recebeu a sentença máxima: morte por enforcamento.

Nadarkhani ficou preso durante três anos, e seu caso teve uma grande repercussão internacional, que certamente influenciou em sua libertação. Um dos países que se mobilizou pela libertação do pastor foi o Brasil, com grande participação do senador Evangélico Magno Malta, que se encontrou em várias ocasiões com o embaixador do Irã, para intervir em favor do pastor.

Redação Gospel+

Ministério Portas Abertas – Devocional 1

A pergunta foi feita em um seminário: “Por que Deus permite que parte da sua Igreja seja perseguida?” Alguém respondeu: “Para que a outra parte da Igreja se lembre como o verdadeiro cristianismo, realmente, se parece!”

Sob esse exagero está uma importante e talvez inexplorada verdade: cristãos perseguidos podem ser um modelo vital para a revitalização da fé de outros cristãos, principalmente, para aqueles do mundo ocidental. A fé deles pode, literalmente, mudar a nossa fé.

O pastor de uma mega igreja retornou de uma visita na China em 2002, dizendo: “Eu nunca mais vou assumir novamente que, o que minha cultura cristã me ensina é verdade e, que paz e fartura se comparam ao favor de Deus, porque eu tenho visto muitos santos em constantes problemas e em grande pobreza, e como Deus é com eles”.

É claro que não são todos os perseguidos que vivem de acordo com o modelo cristão que todos deveriam viver. Alguns em suas ignorâncias vão ao extremo. Alguns sofrem martírios pelo zelo inapropriado. Alguns se comprometem e falham em testemunhar o poder do evangelho. Os cristãos perseguidos têm tanto a aprender com os cristãos ocidentais, assim como temos muito a aprender com eles.

Apesar disso, com um pingo de discernimento, há muita coisa que podemos incorporar em nossas próprias vidas espirituais a partir de um encontro pessoal com os cristãos perseguidos.

As próximas devocionais explicarão as razões pelas quais os cristãos ocidentais sentem que é necessário para sua fé ter um encontro com a Igreja Perseguida. Algumas vezes, as razões são profundas. Outras vezes, são pessoais. Algumas até estranhas. Elas dão o testemunho de que ministrar aos cristãos perseguidos é uma emocionante via de mão dupla – eles têm tanto a ensinar a nó, quanto nós a eles.

Esse é um foco crítico para o ministério Portas Abertas. Não estamos contentes em apenas conseguir que um número dos cristãos do ocidente ajude os cristãos perseguidos. Nós desejamos que cada cristão do ocidente saiba que é vital para a sua fé encontrar-se com eles!

Ron Boyd-MacMillan trabalha com a Portas Abertas Internacional há mais de 20 anos. 

Perseguição

O império Romano foi muito poderoso e influenciou grandemente o rumo da humanidade no período em que se manteve ativo. Jesus veio à terra exatamente no período em que os romanos dominavam o mundo conhecido. Após Jesus retornar aos céus (por volta do ano 32 d.C.), houve uma grande expansão do Evangelho no entorno de Jerusalém.

Entre os anos de 54 d.C. e 68 d.C., o império foi dirigido por Nero Cláudio César Augusto Germânico. Em 31 de julho de 64, a cidade de Roma foi incendiada. Não se sabe os motivos e nem o autor do incêndio, mas o imperador culpou os cristãos pelo ocorrido. Logo, todos os seguidores de Cristo se tornaram perseguidos. Muitos fugiram para lugares distantes, o que foi positivo ao Evangelho, pois alcançou diversas regiões diferentes.

Entretanto, parte dos cristãos decidiu ficar em Roma. Eles viviam em galerias subterrâneas. Lá, comiam, casavam-se, dormiam, morriam, eram sepultados, realizavam cultos, cantavam, nasciam… Ainda hoje é possível visitar as Catacumbas de Roma, que tem centenas de metros de extensão, e algumas possuem até cinco andares subterrâneos.

Mesmo passado tanto tempo, ficamos maravilhados com o cuidado que Deus tem para com o seu povo. Mas, o que nos deixa tristes é vermos que ainda hoje milhares de Cristãos usam estes métodos para sobreviver e adorar a Deus!

No final de dezembro, sete igrejas subterrâneas foram descobertas na Coréia do Norte. Após a morte do líder norte-coreano Kim Jong-Il em 17 de dezembro, a igreja subterrânea da Coréia do Norte tem visto e enfrentando uma crescente perseguição. O governo de Kim Jong-Un tem dedicado especial atenção à perseguição e restrição de liberdade dos cristãos.

“Lembrem dos presos, como se vocês estivessem na cadeia com eles. Lembrem dos que sofrem, como se vocês estivessem sofrendo com eles.” Hebreus 13.3

Ore para que essa liberdade seja concedida e para que os cristãos possam ter mais liberdade para praticar a sua fé no país. E aproveite a oportunidade que você tem de adorar a Deus de forma livre e intensa! Entregue os seus caminhos ao Senhor e escolha servi-lO. Você será transformado e terá paz no coração!

UM COM ELES – Tema da Portas Abertas Brasil para 2012

UM COM ELES – Tema da Portas Abertas Brasil para 2012

“Quando um membro sofre, todos os outros sofrem com ele; quando um membro é honrado, todos os outros se alegram com ele.”   1 Coríntios 12.26

 

Há dois anos eu estava em uma viagem de campo em um país de maioria muçulmana, meu último compromisso naquela viagem foi visitar um retiro de quatro dias que reuniu cristãos de todo o país para terem momentos de comunhão, aprendizado e louvor. Foi o ponto alto da viagem para mim, cerca de 500 irmãos e irmãs reunidos para adorar o Senhor juntos e eu estava ali, no meio deles, louvando o Senhor com eles apesar da barreira da língua ou da diferença cultural. Mas éramos um com eles. Um só corpo, um só Espírito, uma só mensagem, um só Senhor.

Ao longo de 2012 você será convidado a ser um com a Igreja Perseguida, um na oração, um no apoio aos projetos, um nas viagens de campo. Você terá oportunidades de agir a favor do mais de 100 milhões de cristãos ao redor do mundo que são perseguidos porque escolheram crer em Cristo, que morreu e ressuscitou e diz que devemos ser suas testemunhas até os confins da terra.

Em diversos países, ser cristão significa perder muitas coisas: bens materiais, o convívio familiar, o emprego e a dignidade.

Por isso nós – que fazemos parte de uma igreja livre, que não enfrenta situações extremas de intolerância religiosa – devemos nos unir a esses cristãos que pagam um alto preço por sua fé. Devemos nos colocar em seu lugar e nos tornar UM COM ELES.

UM COM ELES é o tema que a Portas Abertas escolheu para 2012. Assim, todos os envolvidos com a causa da Igreja Perseguida se lembrarão da importância de cada irmão e irmã no mundo todo. Cada um tem seu papel, cada um tem sua função. Se todos eles estiverem sofrendo, temos de sofrer com eles. Se todos se alegrarem, vamos nos alegrar com eles.

Eles precisam de força, de consolo e de ajuda. Eles precisam saber que não estão sozinhos. É essa noção de unidade que é citada por Paulo na carta à igreja de Corinto. Um corpo é composto de muitos membros, cada um exercendo uma função indispensável. Assim também acontece no Corpo de Cristo. Essa identificação é refletida em edificação e cooperação mútuas, como diz o versículo. Se um membro do Corpo sofre, todos os outros membros sofrem também. Não é assim quando machucamos o dedo do pé, por exemplo? Todo o nosso corpo é afetado pela dor. Paulo nos dá a oportunidade liberdade de pensarmos assim com relação à Igreja também.

Queremos convidar você a juntar-se a nós, levantando a bandeira da Igreja Perseguida e falando em nome daqueles que não têm voz.

Muitos cristãos afirmam que foram fortalecidos por meio da oração e intercessão de seus irmãos da Igreja Livre.

Há cristãos no mundo que sofrem por amor a Cristo, seja UM COM ELES.

Pr. Carlos Alfredo de Sousa
Secretário Geral
Portas Abertas Brasil

 

Testemunho Helen Berhane

Se você tivesse conhecido Helen Berhane quando era criança, não diria que ela seria o tipo de pessoa que acabaria na prisão. Sua infância em Asmara, na Eritreia, foi muito tranquila. Nascida em uma família cristã, Helen sempre sentiu que Deus havia lhe dado o dom especial de cantar. Conforme crescia, Helen começou a cuidar de idosos e doentes, falando sempre do evangelho de Cristo para cada um.

Depois de um casamento terminado pelo marido, Helen abriu um salão de beleza para ajudar as mulheres e falar sobre sua fé. Aos poucos, ela ficou conhecida como cantora e muitas igrejas faziam convites. Na época, não era proibido ser cristão na Eritreia. Helen então conheceu outro cantor cristão que estava produzindo um filme intitulado “O evangelho é a cura para a terra”. Esse filme ficou muito conhecido entre os jovens.

Um dia, no verão de 2000, Helen viu muitas pessoas sentadas na escadaria da principal igreja de Asmara, e sentiu que deveria pregar para aquelas pessoas. A nação estava sofrendo por causa da instabilidade política e Helen sentiu que deveria falar sobre o consolo que há no Senhor.

A polícia secreta estava entre aquelas pessoas, e os oficiais acusaram Helen de falar contra o governo. Ela foi levada para a delegacia, onde foi informada de que, se negasse sua fé, poderia sair sem nenhum problema. Helen recusou, dizendo que havia liberdade religiosa no país. A partir daí, a vida de Helen nunca mais foi a mesma. Iniciou-se uma sequência de detenções e prisões por curto período, sempre alertando Helen de que deveria abandonar sua religião. Ela se manteve firme, até que foi levada para uma das mais terríveis prisões do país.

Ao chegar ao local, Helen descobriu que a prisão não era formada por celas, e sim contêineres de metal com cerca de 6 metros, onde viviam 19 pessoas, em condições sub-humanas.

Helen sofreu muitas torturas, a ponto de quase perder sua vida. Até hoje, ela carrega em seu corpo as sequelas dos mais de dois anos em que passou no contêiner de metal. Quando estava prestes a morrer, Helen foi levada ao hospital na tentativa de se recuperar dos ferimentos graves em suas pernas, coluna, nuca e cabeça. Lá, ela pode rever sua família pela segunda vez em mais de dois anos. A cristã recebeu permissão dos médicos para voltar para sua casa, mas depois de ser ameaçada muitas vezes, decidiu que a única solução seria mudar de país. Helen conseguiu asilo na Dinamarca, onde começou a reestruturar sua vida.

Em todo o tempo que esteve na prisão, e agora mais ainda, em liberdade, Helen Berhane nunca negou sua fé em Jesus ou desistiu de pregar o evangelho.

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